Pessoa viva indo para Paris - Days # 04 a... # 08

Eu acho que meus trolls foram (estão sendo) bem criativos esta semana. Saíram se disfarçando de outras coisas e fizeram com que eu, que tenho aprendido no Estaleiro Liberdade a convidar esses meus medos e inseguranças para dançar ou tomar um chazinho, não voltasse para a Paulista com a Peixoto Gomide de 'Pessoa viva indo para Paris. Me ajuda? <3 :) ' desde sábado, dia 04/04. Pois é. 

(Quero ir para a OuiShare Fest, que vai reunir a comunidade da Economia da Colaboração em Paris [ahá!], de 20 a 22 de maio. Mas não tenho grana. Inspirada em Amanda Palmer [meu caso de amor com ela vem desde 2013, ó!] e em sua arte de pedir, resolvi ser 'pessoa viva' [já que não sei ser 'estátua viva'] e... pedir ajuda. Começou assim.)

Primeiro, foi a dor de garganta. Desde o Dia # 01 na rua, 03/04, eu bem que já estava sentindo que a crise alérgica que me acometia tinha potencial de fazer mal à garganta. Batata. No dia seguinte, foi duro não lembrar da minha garganta a cada engolida de saliva do alto do meu baldinho na Paulista. O dia mais incrivelmente incrível até aqui. No outro dia, me convenci de que tudo bem se eu não fosse, afinal, era melhor eu ficar boa da garganta. Ok, e expliquei.

Saquei que podia ter a ver com algum troll quando tentei ir para a Paulista na segunda-feira, dia 06/04. Fui. Achei que tinha pouca gente andando naquele quarteirão (era por volta de 17h30 e estava frio, bem frio). Dei uma diminuída por dentro, mas comecei a encher os balões para fazer o que eu tinha ido fazer. Ficar de 'Pessoa viva indo para Paris. Me ajuda? <3 :) ', ora. Tá. Um balão voou. Tá. O vento fez meu quadro, que estava encostado em uns ferros da calçada, cair. Tá. Terreno fértil para meus trollzinhos me lembrarem da minha garganta, ainda nada boa, e tal...

Não. eu não iria embora. Com um pequeno rompante de persistência e, sentindo-me meio empreendedora mesmo, juntei minhas coisas e fui em direção ao Conjunto Nacional. Isso! Eu iria onde o público está. Ali sempre-sempre tem movimento. Tá pensando o quê, trollzada? #AquiEhDenize.

Tá. Cheguei ao Conjunto Nacional e estava lá o Fernando Loko, um guitarrista artista de rua, se apresentando, cigarrinho pendurado de canto na boca. Meu, achei que eu ia ferrar com o ecossistema do cara de ficar ali do lado segurando uns balões em cima de um balde, enquanto ele fazia a parada dele. Resolvi atravessar e tentar a vida na frente do Center 3. 

Tá. Cheguei ao Center 3 e, meu, lá estavam em seu ambiente os vendedores de pulserinhas e afins. De novo, me peguei pensando que eu ia atrapalhar o ecossistema deles. Pensei que, ao menos lá na Paulista com a Peixoto Gomide (na frente da Marisa), eu não sou corpo estranho na parada de ninguém. Não fica artista lá. Não que eu seja propriamente artista, né?...  Agora, a real mesmo, gente, é que eu estava me cagando de vergonha. Ponto. Eu tô querendo ir para uma feira de colaboração. Era só eu conversar com o Fernando Loko, era só eu conversar com os amigos na frente do Center 3. E ok, a rua é de todo mundo, é só todo mundo se entender, colaborar, criar... Só que é isso, eu estava cagando de vergonha. O rompante de persistência, como disse, era pequeno. E se acabou, ali do lado do Banco Safra.

Dia seguinte, terça-feira (07/08), a garganta teve recaída. O tempo estava feio que só, ora chovendo fraquinho, ora ventando forte. Trollzada nem precisou muito me convencer a não ir. Quarta-feira, garganta melhor, mas dia em que eu havia começado cedo para uma atividade do Estaleiro (e hoje em dia eu não sou ninguém quando durmo menos do que 8h, o que era o caso), um bocado de trabalho para preparar para uma reunião bem cedinho no dia seguinte (lá ia eu, provavelmente, dormir menos de 8h de novo)... não fui. Quinta-feira (ontem, portanto), saio cedo para a reunião (aconteceu, dormi mesmo menos de 8h), garganta já sem poder ser motivo de desculpa, reunião surpreendente com a filhinha de 8 anos de uma amiga me ajudando com R$ 20 (ôoo, zenti, contei aqui! :) ), mas (pq sempre tem um 'mas'?)... dor de cabeça por ter dormido pouco e outra reunião marcada para o fim do dia. Pronto, ontem não rolou também.

Ok. Só não me senti absolutamente péssima comigo mesma porque, afinal, no meu primeiro post dessa história toda, eu havia dito que, inicialmente, faria a experiência de sexta, sábado e domingo. Tudo certo, então. Afinal, hoje é sexta. É. E, se você chegou até aqui na leitura (obrigada, viu ^_^ ), já percebeu que eu também não fui, né? É. De novo? De novo. :(

Eu até me arrumei. Coloquei o vestido, pintei os olhos. Saí com tudo, incluindo um caixote em que se pode ler "Dede" (não é incrível, aliás?), que achei na rua ontem.

Estava curiosa por testar substituir meu balde pelo caixote, ficando mais alta. Mas (olha essa joça de "mas" aí de novo!)... mas eu amanheci hoje com torcicolo. Torcicolo. Pode?! "Cada dia é uma coisa, pqp!!", pensei ao não conseguir virar o rosto sem mover todo o tronco de manhã. E, aí, que meu pescoço não aguentou andar nem um quarteirão sequer com o caixote (que pesa horrores... :/ ). E eu pegaria metrô -- com duas, duas!, baldeações. Voltei para casa. Para trocar o caixote pelo balde (emborcado aí na foto, infinitamente mais leve). Mas... ah, mas aí eu já estava em casa de novo... mas aí eu já considerava ir só à noite... mas aí, agorinha há pouco, já considerava não ir mais... afinal, tá punk o torcicolo...

Olha aqui, trollzada encarnando em dores pelo corpo esta semana, já entendi! Póparar!

E é isso. Tô ficando quietinha hoje aqui em casa, na esperança dos meus trolls virem tomar um chá e/ou dançar (dançar, não!, pensando bem... com torcicolo não rola). E talvez eu ligue para o Tião amanhã, meu anjo da rua 1, para me lembrar do que eu devo ter esquecido em algum canto entre minha mente e meu coração. Para me lembrar que é só subir num balde e ficar parada ali segurando uns balões, porra. 

Poxa, tanta gente sorriu para mim naqueles dois dias...

E eu quero honrar as pessoas que me ajudaram nesses dias todos em que fiquei dando ouvido às minhas dores, que mantiveram ideias, dinheiro e carinhos sem ter fim vindo em minha direção <3

Meu, acho que esses trolls são meio bobos, acho que eles não se deram conta que, seu eu for para Paris, eu n-e-c-e-s-s-a-r-i-a-m-e-n-t-e levo eles junto... #humpf

Bem, é isso. Até amanhã, vou ler Amanda Palmer e automassagear aqui o pescoço... .o/
 

ARRECADAÇÃO DE 06 A 10/04 NA PAULISTA: 
NÃO HOUVE (POR MOTIVOS DE TROLLS)

COLABORAÇÃO NA CONTA: R$ 220
COLABORAÇÃO EM MÃOS: R$ 20

TOTAL EM 10/04: R$ 489,30 
META ATÉ 16/5: R$ 3,5 MIL

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Como algumas pessoas têm me pedido, vou deixar aqui dados para quem queira colaborar. Por favor, me mande um e-mail para que eu possa lhe agradecer, ok? =) É denize.guedes@gmail.com _/\_

Denize Ramos Guedes
CPF: 287769198-54
Banco: Bradesco
Agência: 0895
Conta Poupança: 0023145-2