Gosto muito da ideia de colocar os nossos dons/talentos/habilidades a serviço do mundo, de um mundo mais bonito. E gosto muito da chamada economia da dádiva, em que, a grosso modo, alguém tem atendidas suas necessidades de sobrevivência e mais a partir do que recebe em reconhecimento/gratidão pelo que oferece ao mundo. Acho que o ato de se colocar em favor do mundo mais bonito tende a andar de mãos dadas com o ato de "entrar na dádiva".

Não é tão simples de se explicar, mas é o que mais tem feito sentido para mim: cada vez mais, se me vejo fazendo algo, ou é porque eu quero com vontade, ou é porque eu gosto muito, ou é porque eu sinto necessidade de fazer. Do mesmo jeito, é cada vez mais intolerável para mim fazer algo apenas em troca de dinheiro -- quando não tem um propósito evidente que faça sentido para mim no trabalho. Mesmo a palavra trabalho vem se esvaziando de sentido para mim já faz um tempo, porque o simples fato de estar no mundo implica em atuar nele ( <== atuar, entende? é diferente de trabalho como comumente o encaramos) E, sempre que me vi em alguma atividade fixa pela necessidade do dinheiro, ocorreram duas coisas: eu adoeci e/ou pedi para sair.

Exceto uma vez (uma destas em que pedi para sair), nunca negociei salário ou valor para um trabalho. Isso sempre me deixou incomodada, desconfortável, agoniada mesmo. É uma coisa comigo, por favor, não me leve a mal. Não condeno quem lida bem com dinheiro. Afinal, sigo aqui no mundo, não? E o mundo, como diz minha mãe, gira com dinheiro (embora ele ande perigosamente deslocado do meio que é para um fim em si mesmo). Por sorte (ou não, talvez pelo universo ter suas leis), nunca deixei de ter minhas necessidades atendidas. Mesmo quando me via com dívidas, logo aparecia alguma oportunidade minimamente de acordo com o que meu coração queria ou toleraria. Daí que, conforme tenho parado de tentar me encaixar num modelo que me deixa mal e, portanto aberto mais e mais meu tempo para fazer o que realmente eu vejo que faz sentido, mais me lanço ao desafio de confiar no fluxo da vida, Confiar nas leis do universo de ação|ões e reação|ões. Confiar em uma sabedoria que não alcanço, mas sinto. Confiar que, se atendo o desejo do meu coração, se sou quem sou de verdade, não é possível que eu não vá encontrar meios de viver.

Este site é muito sobre essa proposta de experiência, essa confiança no que não é garantido.

Explico: aqui você tem a opção de apoiar o que eu faço, se assim fizer sentido para você: com um valor que você defina, a partir do valor que percebe no que resulta da maneira como eu atuo no mundo. Se você me pedisse uma sugestão, eu lhe diria, bastante encabulada, uma vez que falar de dinheiro não é meu forte: "Eu ficaria incrivelmente feliz com o apoio no valor de um cafezinho todo mês!". Dá para fazer essa contribuição recorrente (ou do tamanho que você quiser, para baixo ou para cima), aqui:

Unlock da Denize Guedes

Caso você não queira apoiar mensalmente, mas uma única vez, em breve vincularei um botão de "Doe" do PayPal aqui, que é mais adequado para apoios pontuais. Mas, enquanto o PayPal não chega, dá para usar o Unlock mesmo, somente tendo o cuidado de cancelar o apoio no mês seguinte (é que o Unlock é uma plataforma especificamente de financiamento recorrente).

Recompensas: para quem me apoiar com um cafezinho/mês ou apoio pontual, eu dedicarei amor e carinho redobrado, ao menos com uma imagem no Coisas que queriam ser coração especialmente para você (todo santo mês, no caso dos apoios recorrentes). Para quem me apoiar com mais, me chama para conversar no Face que a gente vê se escrevo um texto sobre um tema que você me paute, no A quem interessar possa, ou, você morando em São Paulo, se a gente faz uma expedição Deslixe-se no seu bairro, se a gente sai procurando corações juntos... vamos conversar! <3 Se bem que também posso apoiar virtualmente as expedições. Ou seja, a gente conversa e se entende :) Ah, e podemos também marcar um café presencial ou virtual (com minha caneca "Capitalism kills love" aparecendo no Skype)!

E se você não puder nem quiser apoiar, não tem problema nenhum. O que eu faço seguirá aberto e livre, sem vinculação de pagamento a ter acesso a nada :) E por que faço isso? Porque acredito genuinamente que estamos todos conectados, que eu não termino em mim mesma nem você em si mesmo. E, sendo assim, não faz sentido, para mim, eu privar alguém de algo que faço em favor do mundo com um portão chamado dinheiro. Não faz sentido eu privar o outro (que também sou eu) do melhor que eu posso ser à espera de "retorno financeiro". E, uma vez que você receba algo que sente ter valor, mesmo que você não possa con|retribuir agora, poderá compartilhar a informação (o que é uma forma de me ajudar), poderá criar sua própria iniciativa em favor do mundo mais bonito (o que é uma forma de me ajudar), poderá con|retribuir no futuro (o que será uma forma de reforçar minha confiança no fluxo da vida). E está tudo certo.

Claro que não fugi para as montanhas e, da maneira como nossa sociedade se organiza, preciso de dinheiro para viver. E é por isso que, junto e misturado com o que aqui expus que faço, vou experimentar também outras formas de atender minhas necessidades, como colaboração (trocas) e compartilhamento (de coisas e bens que possuo). Em busca por autonomia e liberdade. Vou contando no blog!

Blog da Denize Guedes

 E é isso, vamos que vamos! E volte sempre!

 

O QUE FAÇO É LIVRE. PODE COPIAR, COMPARTILHAR E REMIXAR.