mais que um livro, uma estratégia de sobrevivência

 

Em dezembro de 2015, uma veia entupiu no lado esquerdo do cérebro da minha mãe e mudou tudo.
Absolutamente tudo para ela. Mas muito para o meu pai, para mim e para o Dog, nosso cachorro.
Contar essa história é a minha estratégia para atravessar, aos 30 e muitos anos, a maior crise em que já mergulhei.
Começo a narrativa nove meses após o evento, nesse meu afogamento, e sigo até dezembro de 2016.
Quando, possivelmente, a minha mãe terá voltado a andar ― e eu, possivelmente, terei reencontrado um chão.

a crise existencial em 4 bullet points

  • De quase ativista da vida sem dinheiro a mera anticapitalista incoerente 
  • De empreendedora de si a cuidadora, em pane, da mãe ― mas também do pai e do Dog
  • De entusiasta do lixo zero a dissimulada geradora de resíduos
  • De oks com estar solteira a why the fuck?! esta ser uma constante de vida

'modus operandi' da natureza

Aprendi em um curso que a natureza faz sempre a melhor próxima coisa possível agora. Sempre.
Em meio à aflição e à angústia que se infiltraram de volta em mim, fico me perguntando.
Que melhor próxima coisa agora posso fazer? Que melhor próxima coisa agora posso fazer?
Escrever esse livro, fica vindo. Escrever esse livro.

uma autobiografia, então?

Amanda Palmer diz que batemos nossas experiências no liquidificador para fazer arte.
Alguns chegam a um purê, em velocidade 9 ou 10, triturando tudo ao ponto do irreconhecível.
Outros deixam pedaços inteiros à mostra, batendo a própria realidade em rotação lentíssima.
Fico neste grupo ― os ingredientes de dentro da minha pele, com sede de sentido, batidos entre 1 e 3.
Mas não se engane: à exceção do Dog e dos autores que vêm comigo, nem eu chamo meu próprio nome.

 

1 coisa por semana

Às segundas, compartilho alguma coisa do andamento do livro ― desde algo do processo, trecho de texto a até mesmo um capítulo. Receba no seu e-mail.

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quem sou

Nasci em 1979, filha de migrantes que escolheram São Paulo para crescer na vida. Cresceram. Eu, por trilhas tortas, entendi que queria crescer em vida. Mas ando perdida.

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